Dançar é básico, assim como respirar…

Gabriela

De acordo com os livros sagrados da India, toda dança tem uma origem divina. Parvati inventou a graçiosa dança (representado o feminino) e o seu esposo Shiva-Nâtarâja (representando o masculino) muito vaidoso, rivalizou com ela de modo viril. O espetáculo deixou todos os deuses de queixo caido, os quais pediram a Brahma (criador) que revelasse algum desses conhecimentos aos homens.

Para os indianos assim surgiu a dança. Tanto no oriente ou ocidente a dança sempre esteve ligada a algum ritual dedicado aos deuses, deusas, ou entidades… O Islamismo, Cristianismo e alguns conquistadores como Napoleão bonaparte, viam a dança como algo impuro, sensual, indecente. Os franceses designaram duas castas de mulheres dançarinas:

As Awallim -consideradas cultas demais para época, poetizas, instrumentistas, compositoras, cantoras, cortesãs de luxo, fugiram do Cairo, Egito, assim que os estrangeiros chegaram.

As Ghawazee – dançarinas populares, ciganas, descentes de ciganos, que usavam a dança para entreter soldados, elas descobriram nos estrangeiros, clientes em potencias para pagar pelos seus corpos, foram proibidas de se aproximar das barracas do exército, muitas, os soldados também, não respeitavam a regra, em consequência, quatrocentas foram decaptadas de uma só vez e suas cabeças lançadas no Nilo.

A dança se propagou pelo mundo, hoje em dia não é mais usada para cultuar deuses, algumas religiões até proibem com severidade (cristãos radicais) negando as pessoas esse prazer, sugerindo que é esse tipo de coisa é obra maligna. A dança é uma das manisfetações humanas mais belas que existem, que além de tudo, aformoseia, embeleza o corpo, atua no cérebro, liberando serotonina (hormônio da alegria) sem falar na sedução que ela inspira.

Uma pessoa que dança ou se diverte tentando dançar é alguém que sabe viver a vida, geralmente são pessoas descontraídas, menos depressiva. Quando o ser humano vai envelhecendo, os médicos, terapeutas, familiares, inventam todo tipo de baile, encontros para que as pessoas cultivem esse hábito para combater a solidão, depressão e atrair felicidade.

Se o homem moderno fosse menos babaca, daria o braço a torcer que dançar não é remédio e sim prevenção! Para que esperar a velhice para descobrir o pé de valsa que a maioria traz dentro de sí, desde os primórdios dos tempos? Tem coisa mais deprê, do que conselhos psiquiátricos e medicinais de hoje em dia? O sujeito (a) foi reprimido a vida inteira, ou pela religião, pressões sociais, familiares, um dia ele envelhece e vem todo mundo dizendo: Vá dançar meu amigo (a), faça natação, mexa esse corpo! Se você for bonzinho e for para os bailinhos (pra disfarçar infelicidade aguda) ainda vai encontrar alguém tão solitário e carente quanto você, queeeem saaabe não rola! Ammmm??

Ok, porque não estimular dança e demais coisas desde a infância? Quem sabe uma diciplina de dança, sempre tem um educador que vai dizer, a gente tenta fazer a turma se interessar, não é só criar diciplinas para encher linguiça é fazer funcionar, colocam tanta besteira nas nossas idéias! Que custava nos encucar coisa boa? Acho penoso impor hábitos que são maravilhosos por natureza, como dançar, simplesmente como remédio.

Eih!! Dançar é prevenir tédio, prevenir males, prevenir falta de humor, prevenir o enferrujamento. Dance, dance…

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