Sexo, cabeça e coração…

By Danuza Leão

E quando o amor parece que acabou? Não o dele, mas o seu? Bem, primeiro é preciso ter certeza, o que nessas coisas de amor é bem difícil. Quantas vezes você, mesmo amando apaixonadamente um homem, não acha ele chato e torce para que surja uma viagem de trabalho bem longa para se livrar dele pelo menos por uns tempos? E quantas vezes ele chega perto de você na cama, cheio de amor para dar, e você não quer; por nada, mas não quer? Isso é o fim do amor? Não, claro que não.

A culpa pode ser mesmo dele, que está, de vez em quando, particularmente desinteressante (tanto como nós, de vez em quando), querendo você exatamente na hora em que você quer tudo, menos ele. E a culpa pode também ser sua, que passou a tarde vendo CASABLANCA, se apaixonou pela história de amor e sobretudo pelo galã do fi lme. Quem não queria ser Ingrid Bergman e viver aquele romance com Humphrey Bogart? Só que você não é ela e seu par não é ele, e esses rompantes românticos acontecem, sobretudo num coração mais imaturo, mas é preciso – e não é fácil – separá-los da realidade. A realidade é a única coisa que realmente existe.

Pense; lembre do tempo em que esperar que ele chegasse quase doía, de angústia e medo. E se ele não chegasse? Se nunca mais aparecesse? Se tivesse sido atropelado, perdesse a memória e se esquecesse de que você existia? Esse tempo era bom, não era? E você acha que um amor tão grande acaba assim só porque você leu um livro ou viu um filme de amor?

Algumas mulheres, as mais sábias, sabem que esses momentos fazem parte da vida. Outras, ao primeiro sinal de monotonia, mesmo que nada tenha acontecido, pensam em jogar tudo para o alto e sair à procura da grande aventura sem imaginar que as grandes aventuras costumam durar pouco e geralmente terminam com um final infeliz. Geralmente para nós, mulheres

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Wellington - Discípulo de Dionísio, filho adotivo de Ceres
    jul 12, 2011 @ 12:47:37

    Bem, realmente definir o amor é algo complicado. No entanto, sempre lembro, que amor é algo que não tem nada haver com desejo. Temos a tendência a confundir o amor real, que é ligado a cumplicidade e não ao desejo, com o amor ideal e platônico, que busca algo inconciliável, amor e desejo. Constantemente, amo alguém perdidamente mas não a desejo, enquanto desejamos várias pessoas e não necessáriamente amamos, estamos sendo movidos pela paixão e não pelo amor. O amor maduro compreende que somos seres desejantes e não é por isso que deixamos de amar alguém. Na cultura masculina a separação entre sexo e amor é algo comum e corriqueiro, diferentemente da cultura feminina, que infelizmente conduziu as mulheres a um universo menos pragmático e demasiadamente romântico. Isso não quer dizer que não devemos ter uma dose de romantismo, nada é mecânico e funcional. Mas devemos ter consciencia de que os desejos sempre serão contingentes e não se tem controle sobre ele e seria injusto não usufruí-los.

    Responder

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