Fechar ciclos

Algumas pessoas ficam tontas vendo essa imagem, fechamentos e partidas são confusas muitas vezes, mas se reparar bem verá a beleza, e se ficar olhando para essa imagem, vai ver ela girar, assim como a vida em seu eterno movimento.

Tão importante quanto abrir caminhos e ampliar horizontes e saber enfrentar os fechamentos, os limites das coisas. Sabemos bem começar, ainda mais se dá prazer, claro que também existe alguma dificuldade com novidades um tanto quanto diferentes, mas começar é sem dúvida mais fácil que encerrar. Estou falando de coisas que começaram bem, legais, que acreditamos, como esse blog por exemplo, sem pretensão definida, mas como diria Welligton amorin: “talvez a simplicidade também seja uma grande pretensão”.

Chegou o momento de parar, pode ser que alguns  questionem: e nós com isso? Eu defendo a ideia de que partidas precisam ser tão bonitas quanto as chegadas, em todas as coisas, seja amizade, trabalho, namoros, casamentos, e etc.  Sempre falamos sobre a primeira impressão, eu acho que a última também é marcante. Pessoas ainda não são computadores ou máquinas, jamais serão, então devemos sim alguma satisfação para seres humanos, ninguém gosta de ser tratado como platéia que só serve enquanto aplaude.

Em tudo na nossa vida, o tempo todos vamos chegar e sair de todas as situações, o tempo todo, a vida também vai nos pedir um reiniciar, melhor aprender isso. Não estamos encerrando essa troca porque foi ruim, ou não atendeu expectativas, o melhor de todas as coisas são os fatores surpresas, foi maravilhosa a troca, por isso acreditamos que encerrar o ciclo precisa ser de certa forma celebrado, foi bom,  foi forte, foi marcante, foi bonito. Durante toda essa semana vamos celebrar esse fechamento, essa partida.

 

 

O Macho-garganta e a Síndrome de don Juan

Com a palavra Xico Sá, o cronista, o repórter, o homem, o mito, a fraude.

 Esse macho é um tipinho que está em todos os lugares. Na firma e mais ainda no boteco da esquina. Todo cuidado é pouco com ele. Corra, Lola, corra.  

É o homem-garganta ou o don Juan de araque.

Uma das coisas mais hilárias, para não dizer infantis, dos modos de macho e os seus be-a-bás, é o caso desse tipo de cara.

O homem, o mito, a fraude.

Corra, Lola, corra, o don Juan paraguaio ataca novamente.

Narrativas eróticas que jamais aconteceram à vera, apenas e tão-somente na garganta, riacho de muitos peixes grandes, do contador de vantagens.

A nossa mania começa logo nos verdes anos, na mentira de que não somos mais donzelos, não somos mais virgens, cabaços.

No princípio, é uma vergonha assumir a virgindade no meio de tantos machões que nos desfiam suas epopéias com o mulherio.

Aí contamos também a nossa “vasta experiência”. E haja ficção. 

Um amigo relata no botequim que traçou uma flor do bairro ou a gostosa da firma; ouve o coro ridículo carregado de chope e testosterona à milanesa: “Comi muiiito!”

O falso don Juan é a doença infantil e incurável do machismo. 

A gente até julga que não seja nada ofensivo, mas se bem que, em alguns episódios, é chato para as moças.

Não digo pelo velho, careta e surrado “vai ficar mal-falada” na rua, no bairro, no trabalho.

Digo pelo que pode manchar a imagem da criatura. Principalmente quando o Pinóquio metido a don Juan é a maior sujeira, mó queima-filme da paróquia. 

Moral popular da história: todo homem, assim como todo pescador que se preza, tem sempre uma aventura maior que a vara.

E você, Lola querida, já foi vítima de algum falso don Juan?

Começar

“Eu sou assim, quero tudo e quero agora! Uns chamam de mimada, mas eu prefiro decidida.”

Clarice Lispector

O que é o amor?

Prof° Wellington Lima Amorin – Drº em Ciências Humanas

Uma grande amiga minha pediu que eu conceituasse o amor. Lembrando que a Filosofia pode ser entendida como a arte de explicitar conceitos, aceitei o desafio. Mas para executar essa tarefa, que considero ser uma das mais complexas, acredito que se deve começar entendendo um outro conceito: o sexo. Afinal, muitos divinizam o amor, colocando-o praticamente em oposição à sexualidade. Recentemente foi lançado, no cinema americano, um filme biográfico que conta a história de Alfred Kinsey. Ele foi um pesquisador da Universidade de Indiana, que ficou famoso ao publicar dois trabalhos: O primeiro em 1948 intitulado: “O comportamento sexual nos homens”, e em 1953 “O comportamento sexual nas mulheres”.  Kinsey desencadeou a chamada revolução sexual.  Esse pesquisador demonstrou que a prática de todos os atos sexuais são normais, e os colocou no mesmo nível: moral, social e biológico, sem preconceitos. Todas as formas de sexualidade, dentro ou fora do casamento são normais, entre pares do mesmo sexo ou de sexo diferente.

Uma sociedade que patrocina somente a heterossexualidade, que é anormal, é esquizofrênica. Ele defendeu a atividade sexual totalmente livre: o amor livre. O que se quer com essa introdução? Demonstrar que sexo não é amor. E devemos dissociar esses dois conceitos. Conforme a cantora Rita Lee afirma: “… amor é um livro, sexo é esporte, sexo é uma selva de epilépticos, amor nos torna patéticos…”. Ou seja: sexo e amor são conceitos e comportamentos distintos. Assim, partindo desta conceituação, e admitindo que sexo não seja amor, a pergunta é: o que é o amor? O amor concebido como Ágape, está no nível da idealidade, foge dos parâmetros reais, é pura irracionalidade, consiste em uma utopia, em um não-lugar, em um não existir. Este conceito, que para os gregos, está em um patamar superior ao puro Eros e a Philía, consiste em uma patologia, uma doença, uma febre. O amor verdadeiro só existe no real na forma de philía. Está ligado aos que os gregos chamavam de amizade. O Eros é efêmero, a philía è duradoura. Hoje, vivemos a efemeridade. Assim, vamos encontrar diversas formas de sexualidade e de estilos de vida. A vida hoje é orgíaca, é um campo de possibilidades, um mundo tribal. Porém o amor possui uma única verdade. A sua verdade é em si mesma o querer-estar-junto-com. Porém a marca de nosso tempo é a efemeridade. Hoje o amor somente pode existir como forma de solidariedade, esta é a principal marca da philía.

 O amor combina com Ética e não com a Moral. Devemos ser éticos e devemos esquecer a moralidade. O verdadeiro amor só vive em liberdade, não existe exclusividade, fidelidade strictu sensu, se deve ser fiel a nossa liberdade, aos nossos desejos e instintos. O amor é o campo da liberdade absoluta, da convivência honesta e verdadeira. O amor verdadeiro é liquido. As relações humanas são fluidas. Movem-se e se escorrem sem muitos obstáculos, sem marcas, sem pesos, sem culpa, em constante e frenético movimento. O verdadeiro amor é vivenciado de maneira insegura, com total escolha de liberdade de parceiros, com total variedade de relacionamentos. O amor no mundo contemporâneo nos motiva a entrar em novos relacionamentos sem fechar as portas a outros que por ventura possam nos aparecer mais atraentes. O verdadeiro amor quer preservar a sensação de liberdade, evitar o tédio, e os conflitos da vida em comum, que desgastam e reduzem a vivência ao eu e tu, sem o nós. O amor entendido desta forma é um momento, uma atração instintiva, e em outro momento, se os parceiros forem capazes de tal feito, de uma bela e duradoura amizade. Assim a verdadeira amizade, que é o verdadeiro amor, só existe em liberdade, sem cobranças e sem exclusividade. O amor é liberdade, somente ele liberta.

Simplesmente Lygia

By Tuane Ribeiro

“Quero te dizer que nós as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo.

A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões.” “Não separe com tanta precisão os heróis dos vilões, cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas experiências de química. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível.

 O mal está no próprio gênero humano, ninguém presta. Às vezes a gente melhora. Mas passa … E que interessa o castigo ou o prêmio? … Tudo muda tanto que a pessoa que pecou na véspera já não é a mesma a ser punida no dia seguinte.” “A perplexidade do moço diante de certas considerações tão ingênuas, a mesma perplexidade que um dia senti.

Depois, com o passar do tempo, a metamorfose na maquinazinha social azeitada pelo hábito de rir sem vontade, de falar sem vontade, de chorar sem vontade, de falar sem vontade, de fazer amor sem vontade… O homem adaptável, ideal. Quanto mais for se apoltronando, mais há de convir aos outros, tão cômodo, tão portátil. Comunicação total, mimetismo: entra numa sala azul, fica azul, numa vermelha vermelho. Um dia se olha no espelho, de que cor eu sou? Tarde demais para sair pela porta afora.”

Lygia Fagundes Telles

“Entre aspas”

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.

8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic”.

(Luís Fernando Veríssimo)

Enredos previsíveis

By Tuane Ribeiro

Desde que cheguei a brilhante conclusão de que novela não dá retorno em qualquer aspecto, parei de assistir. Isso já passou de uma década tranquilamente e graças a Deus. Sim, tenho urticária dos enredos previsíveis, da classe média com seus problemas futéis e principalmente da cultura e moda imposta goela abaixo, como se o Brasil se limitasse ao Rio de Janeiro. Nem precisa dizer que falo da Globo, porém as outras emissoras de TV não ficam atrás.

Esses dias sapeando a TV entediada, quase caio para trás ao ver o “par romântico” Camila Pitanga e Antônio Fagundes. Ok vamos combinar, porque será que na Globo os velhos babões nomeado de “galãs” insistem em catar as lolitas da vez? Não, juro que não é preconceito! Mas falo sério, isso já passou do razoável faz tempo, entra ano e sai ano sempre o Antônio Fagundes, Tarcisio Meira e companhia tem que pegar gatinha de 20 e poucos anos. Isto já irritou faz tempo.

Sexo, cabeça e coração…

By Danuza Leão

E quando o amor parece que acabou? Não o dele, mas o seu? Bem, primeiro é preciso ter certeza, o que nessas coisas de amor é bem difícil. Quantas vezes você, mesmo amando apaixonadamente um homem, não acha ele chato e torce para que surja uma viagem de trabalho bem longa para se livrar dele pelo menos por uns tempos? E quantas vezes ele chega perto de você na cama, cheio de amor para dar, e você não quer; por nada, mas não quer? Isso é o fim do amor? Não, claro que não.

A culpa pode ser mesmo dele, que está, de vez em quando, particularmente desinteressante (tanto como nós, de vez em quando), querendo você exatamente na hora em que você quer tudo, menos ele. E a culpa pode também ser sua, que passou a tarde vendo CASABLANCA, se apaixonou pela história de amor e sobretudo pelo galã do fi lme. Quem não queria ser Ingrid Bergman e viver aquele romance com Humphrey Bogart? Só que você não é ela e seu par não é ele, e esses rompantes românticos acontecem, sobretudo num coração mais imaturo, mas é preciso – e não é fácil – separá-los da realidade. A realidade é a única coisa que realmente existe.

Pense; lembre do tempo em que esperar que ele chegasse quase doía, de angústia e medo. E se ele não chegasse? Se nunca mais aparecesse? Se tivesse sido atropelado, perdesse a memória e se esquecesse de que você existia? Esse tempo era bom, não era? E você acha que um amor tão grande acaba assim só porque você leu um livro ou viu um filme de amor?

Algumas mulheres, as mais sábias, sabem que esses momentos fazem parte da vida. Outras, ao primeiro sinal de monotonia, mesmo que nada tenha acontecido, pensam em jogar tudo para o alto e sair à procura da grande aventura sem imaginar que as grandes aventuras costumam durar pouco e geralmente terminam com um final infeliz. Geralmente para nós, mulheres

A Maldita intuição feminina…

Você também já odiou aqueles momentos de intuição???

A intuição, sexto sentindo, feeling, não importa qual palavra, esse sentimento nos remete a percepção, aquilo que sentimos sem compreender muito bem. A intuição chega através de sinais diversos: sonhos, sensações… Ela é aquela voz interior que tenta nos alertar sobre algo. Cada pessoa tem suas superstições, alguns não gostam de ver gato preto atravessando a rua por exemplo, pode ser um sinal de má sorte, entre outras coisas.

O fato que cada um tem seus meios de sentir que algo estranho esta acontecendo, ou também de algo bom, a intuição não esta ligada somente as coisas ruins. Porque os homens não são tão intuitivos? Eles têm percepção de muitas coisas, mas não tão forte quanto às mulheres. A ciência já explica isso e diz por que o sexo feminino a desenvolveu com mais facilidade.

“Uma boa parcela das mulheres pode integrar os circuitos cerebrais que detectam a possibilidade de que um dos filhos, que mora longe, pode estar precisando dela naquela instante. Esse é o mecanismo da intuição”

A intuição é, então, uma capacidade do cérebro que envolve o cruzamento de informações dos dois hemisférios: o esquerdo, que é racional, e o direito, emocional. “Se alguém se aproxima e sentimos um aperto no coração porque pressentimos uma má notícia, e se esta pessoa se prepara para acoplar o sentimento de aperto com informações mentais, poderá “saber” que a notícia tem relação com a saúde de alguém da família, por exemplo,” descreve o Dr. Martin Portner, médico neurologista.

De onde vem?

Será que todos nós somos dotados de intuição? Uns dizem que homens e mulheres nascem intuitivos, mas ainda não há comprovações sobre isso. Entretanto, pessoas mais sentimentais podem desenvolver melhor o dom. Segundo o neurologista, meninas são mais afetivas e talvez por essa razão, se transformem em mulheres mais intuitivas que os homens, que são mais racionais.

Logo, mulheres são bem mais suscetíveis a essa comunicação. “Fatos diários comprovam que as mulheres têm maior acesso à capacidade integrativa cerebral que conduz à percepção de eventos futuros. Capacidade integrativa cerebral quer simplesmente dizer a qualidade de poder lidar com múltiplas áreas de funcionamento do cérebro e integrá-las em uma experiência única”, explica o Dr. Portner.

As mulheres captam o estado emocional de alguém com mais facilidade que os homens. Isso as faz capazes de perceber detalhes como ler e interpretar os gestos, sinais corporais e imagens. Além disso, elas conseguem analisar rapidamente sua coerência e correlacionar esses dados, considerando o contexto. E tudo ao mesmo tempo. Entre um e outro sinal, as mulheres unem circuitos cerebrais que detectam possibilidades que elas nem imaginam.

Eles são mais românticos do que elas (?)

Uma reportagem nos chamou atenção hoje, mais uma daquelas pesquisas norte americana que nunca saberemos se é confiável ou não. Duas cientistas da Universidade de Ilinois submeteram 730 estudantes (homens e mulheres) a testes que mediam reações a conceitos como amor à primeira vista e outros… O resultado surpreendeu, os homens, objeto da pesquisa demonstraram maior interesse em guéri-guéri, coisinhas românticas do que as mulheres.

Será???? Eles andam mais românticos que elas minha gente?? Se algum homem quiser se manifestar, fiquem a vontade, aguardamos e-mail, comentários…

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