Languidez…

LANGUIDEZ

Tenho fome da tua pele
e dos teus pelos
tenho fome

Tenho sede do teu suor
gotejando lascivo o céu
de minhas bocas
tenho sede

Tenho fome do teu corpo
escopo do meu desejo
ascendente, insano
tenho fome

Tenho sede do teu sal,
raiz de teus beijos,
conjunção pronominal
de meu sexo, eterna sede.

Tenho fome do teu cheiro,
no ciclo do nosso cio,
enviesados corpos em nós.

Tenho sede da tua fome
por mim.

(esse texto ainda não foi publicado)

Ela é autora do livro TEMPESTADE: à venda na Livraria Catarinense / Curitiba (toda a rede)

Fátima Venutti
Blumenau- SC
venuttiana@hotmail.com
http://fatimavenutti.blogspot.com/

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Hilda Hilst, escritora brasileira.

Por Gabriela

” O erotismo para mim é quase uma santidade“, escreveu Hilda Hilst, essa frase pode chocar alguns, comparar o eros ao santo? Parece ser um absurdo. A palavra eros vem da mitologia grega, onde Eros, também conhecido como cupido, foi designado a flechar as pessoas para que elas se apaixonassem umas pelas as outras e ficassem um pouco menos racionais.Filho de Afrodite (deusa da beleza) ele se envolveu com Psiquê (significa alma) contra a vontade de sua mãe. Através desse envolvimento nasceu o prazer, filho de eros e Psiquê. A mitologia grega que para muitos é loucura serve de referência até os dias atuais para toda humanidade, o termo Psiquê usado pela psicanálise e outros surgiram baseados nessa mitologia. Freud acreditava que tudo esta ligado ao sexo, que Eros é algo que nos perturba e convive conosco constantemente, mesmo ignorado no dia-a-dia, ele se manifesta através dos sonhos (sub-consciente).

Porque não ver o sexo como algo sagrado? Já que gera prazer e vida. Gera dor também, mas o que não gera dor nessa vida? O prazer é necessário para a manuntenção da vida, alguns consomem, consomem… Coisas materiais e nessa febre podem arrasar com tudo a sua volta para se sentirem poderosos. Uma grande parte da humanidade busca prazer nas coisas para compensar o que lhes faltam na intimidade. Ignoram a presença de Eros que vaga por ai ansioso para lançar suas flechas que nos deixam tontos, trôpegos a buscar o outro, como se todas as delícias pertencesse aquele corpo e alma que mexeu tanto com nosso libido. Concordo com Hilda que o erotismo, ou o poder de uma paixão, plena de sexo, devia ser também algo santo. Viver o sexo sem transformá-lo em algo “bagaceira”. As casas especializadas em “sacanagem pagável” (sacanagem sexual é bem melhor gratuita) e indústria pornô existem e se fortalecem por causa da covardia. Pois vivendo o sexo arroz com feijão, cercado de hipocrísia do dia-a-dia, o homem (mulher) precisam consumir mais pornografia, temem Eros, a paixão, a possivel rejeição do outro… Porque sexo é uma delícia mas também traz contrariedades, gostamos do erotismo sim, mas assistimos muito mais do que o vivenciamos na integra.

O guia do toco…

Que mulher não caiu no toco bipolar, no toconfuso, toco bina e o clássico, talvez um dos mais antigos, confira logo abaixo

Não importa quão linda, legal e bem-sucedida você seja, tem uma hora em que ele simplesmente acontece. Mas tudo pode ficar mais divertido, dependendo de como se encara o fato. Com certeza você também tem uma história dramática para contar. Console-se, você não é a única.

Em O guia toco – como dar e levar sem perder o bom humor, as jornalistas Leticia Rio Branco e Fabi Cimieri, descrevem, com experiência adquirida diretamente dos campos de batalha, os mais clássicos foras existentes no mercado. Atire o primeiro celular quem não conhece o Toco Bina, aquele em que, depois de ter passado bons momentos com o cara que conquistou, você liga, liga, liga e … Caixa postal!

Ou o Toco Mr. M: ele diz que vai pegar um drink ou vai ao banheiro e simplesmente desaparece. Tem também o Toco Bipolar, um dos foras mais sedutores: ora ele faz de tudo para ter conquistar, ora dá um Toco Bina ou Toconfuso até soltar o clássico “Eu te amo, mas não posso ficar com você agora.”

Com este livro, você estará preparada para se tornar mestre na arte do toco e aprenderá que esta arte segue uma lógica inversamente proporcional: quanto mais você dá, menos recebe!

Podemos ir mais longe e perceber que existem várias formas de toco, não só nas boates e casas noturnas, que podem ser consideradas a capital da paquera (para os paulistas, xaveco).
‘Seu salário não poderá ser aumentado, não adianta insistir!’Toco! ‘Não, filho! Você não vai sair de casa até acabar todas as lições.’ Toco! ‘Seu cartão de crédito está com o limite excedido, senhor …” Tooooco! (…)
(Trecho do prefácio de Marcelo Adnet)

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